49. 3622.1639
49. 99917.3055

O novo coronavírus já apresenta mutações genéticas?

No Brasil, sequenciamento genético mostra que primeiros dois pacientes confirmados foram infectados com vírus com código genético diferente.

Paramédico colhe amostra de paciente com suspeita de coronavírus em hospital de Teerã, no Irã — Foto: Ali Shirband/Mizan News Agency via AP

O coronavírus Sars-CoV-2, que causou milhares de infecções no planeta desde o final de 2019, já teve o código genético sequenciado mais de 150 vezes por cientistas de todo o mundo. 

Naturalmente, para se adaptar e se disseminar, os vírus sofrem mutações em seus genes.

Coronavírus: veja perguntas e respostas
Cerca de dois meses depois dos primeiros casos na China, o RNA do primeiro Sars-Cov-2 detectado na cidade de Wuhan já tem sequências diferentes das encontradas na Itália e na Alemanha, por exemplo.

Os dois primeiros casos confirmados no Brasil, de pacientes que vieram do Norte da Itália e desembarcaram em São Paulo, tiveram amostras do vírus recolhidas das vias respiratórias. Cientistas brasileiros sequenciaram o código genético dos dois e mostraram que há pontos divergentes.

Distribuição dos países conforme a ocorrência de casos locais e importados de novo coronavírus — Foto: Cido Gonçalves/Arte G1

O genoma do paciente número 1, um homem de 61 anos, é idêntico a um outro vírus sequenciado na região da Lombárdia, na Itália. Ele também tem sequências encontradas em pacientes na Alemanha, México e Finlândia.

O segundo paciente com coranavírus no Brasil também é um homem, de 32 anos, que visitou a Itália. Os mesmos cientistas fizeram a análise do RNA e descobriram que o código genético é diferente do encontrado no primeiro. Neste caso, há sequências iguais às encontradas em pessoas infectadas na China, Inglaterra, Austrália, França, Estados Unidos, Cingapura e Suécia.

Se todos os pacientes existentes na Europa tivessem vindo da China diretamente, a sequência genética do vírus seria mais parecida com a encontrada em Wuhan e na província de Hubei, de acordo com os pesquisadores.

Vale lembrar, no entanto, que a mutação de um vírus é uma coisa natural. O sequenciamento e a comparação servem para traçar um panorama e um possível caminho das infecções. Não há uma relação direta comprovada entre a mudança na sequência genética e a força do vírus.





Data: Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2020

Fonte: Bem Estar

Fone (49) 3622 1639
Rua Barão do Triunfo, 807 - Centro
São Miguel do Oeste - SC
Depieri © 2012 - Todos os direitos reservados
dblinks